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Disco de Corte Metalográfico

Disco de corte metalográfico

Consistem os discos de corte de abrasivos de alta qualidade (normalmente de oxido de alumínio ou carbeto de silício), resina e agregados como tela de reforço. Dependendo do material a ser cortado, podem ser necessário discos de diferentes composições. Os discos de corte são classificados quanto à dureza dos grãos abrasivos. A dureza e a ductilidade do material influenciam na escolha do disco de corte, assim como seu dimensional, velocidade do disco, potência do motor, pressão aplicada pelo disco sobre a amostra e vibração do equipamento de corte.

Durante a operação de corte, deve-se ter o máximo de cuidado para não modificar a estrutura da amostra. O corte nunca deve ser contínuo, aliviando a pressão do corte para auxiliar na refrigeração, de modo que não ocorra excessivo aquecimento (acima de 100º C) por falta de penetração do refrigerante. Deve-se evitar a rebarba no final do corte para que não dificulte o embutimento, daí a necessidade de usar o disco adequado conforme o material a ser cortado.

De uma maneira geral, para aços moles de baixo carbono utilizam-se discos duros e para aços duros utilizam-se discos moles. Aço com tratamentos térmicos e dureza superficial usa-se o disco especifico. Quando utilizados com ligas “moles” (alumínio, cobre, bronze, etc.) os discos de corte devem ser de carbeto de silício.

Quando não utilizado o disco de corte correto, tornam prematuramente empastados, devendo ser retirados a camada mais externa dos discos evitando diminuição do rendimento reduzido.

A escolha e localização da seção a ser estudada dependem basicamente da forma da peça e dos dados que se deseje obter ou analisar a mesma. Em geral, é efetuado o corte longitudinal ou o corte transversal na amostra. O corte permite verificar: Se a peça é fundida, forjada ou laminada; A extensão de tratamentos térmicos superficiais; Se a peça foi estampada ou torneada; Analisar soldas; A natureza do material; A homogeneidade; A profundidade de têmperas. O seccionamento da amostra deve ser efetuado de tal maneira que não complique as operações subsequentes, uma superfície plana, com a menor deformação possível.

Outro ponto importante que sempre deve ser levado em consideração, o disco de corte metalográfico é sensível e qualquer impacto leva a sua quebra, seu armazenamento deve ser feito em local plano e livre de umidade.

Abaixo uma tabela com algumas possíveis causas de defeito durante o corte metalográfico.

 

Defeitos

 Causa

Quebra do disco

Disco de corte indicado para velocidades menores que 3400
RPM.
Velocidade de avanço excessiva do disco de corte.
Disco de corte pressionado excessivamente contra a amostra.
Sujeição (fixação) deficiente do disco de corte.
Fixação inadequada da amostra.
Refrigeração irregular causando entupimento das cânulas
Disco de corte muito duro.

Aquecimento excessivo

Refrigeração insuficiente
Baixa velocidade do disco de cote.
Inadequação do disco de corte.

Desgaste excessivo do
disco de corte

Disco de corte muito mole
Refrigeração irregular causada pelo entupimento das cânulas.
Rolamentos defeituosos
Sujeição deficiente do disco de corte

Formação de rebarbas

Disco de corte muito duro
Disco de corte com granulometria muito grossa.
Corte efetuado muito rápido.

 

Postado em 08/11/2018 às 10:36:15
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